Cada campo a mais no formulário custa cadastros

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É tentador. Já que a pessoa vai preencher o formulário, por que não aproveitar e perguntar o telefone, a cidade, o tamanho da empresa, como conheceu a marca? Mais informação parece sempre melhor.

O problema é que cada campo é uma pequena decisão que você pede para a pessoa tomar. “Quero mesmo dar meu telefone?” “Pra que eles querem saber minha cidade?” Cada dúvida é uma chance de ela fechar a aba. E quem fecha a aba não volta.

A pergunta que eu faço antes de colocar um campo

“Eu vou usar essa informação nos próximos 30 dias?” Se a resposta for não, o campo sai. Telefone só faz sentido se alguém vai ligar ou mandar WhatsApp. Cidade só faz sentido se o conteúdo muda conforme a região. Se é para “ter o dado guardado”, não vale o cadastro que você perde.

O formulário desta newsletter tem dois campos: nome (opcional) e e-mail. O nome serve para eu escrever “Oi, fulano” se quiser. O e-mail serve para tudo o resto. E logo depois vem um e-mail de confirmação — que é outro passo, sim, mas esse eu mantenho de propósito: ele garante que o endereço existe e que a pessoa realmente quer receber.

Se você precisa de mais informações sobre o seu público, existe um caminho melhor: pergunte depois. Num e-mail da sequência de boas-vindas, com uma pergunta só. Quem já confia em você responde com muito mais boa vontade do que um desconhecido diante de um formulário comprido.