Três robôs se inscreveram na minha newsletter

Escrito por

em

No começo de setembro, olhando a lista de inscritos, três cadastros me chamaram atenção. Um deles tinha como nome “MnjnIbwweYHGAbzgVG”. Outro, “gMwcNJpLhLYtSizzIHUm”. Os e-mails eram do Gmail, mas com pontos espalhados no meio do endereço, do tipo “l.ad.e.w.u.n.e.s”. E os acessos vinham de IPs de servidores de datacenter, não de casas ou celulares.

Robôs. Programas que varrem a internet preenchendo formulários, às vezes para testar se o site aceita qualquer coisa, às vezes para enfiar endereços de terceiros em listas alheias.

Por que isso é um problema

Se esses endereços ficassem na lista, cada edição iria para eles. Na melhor hipótese, para caixas que ninguém lê. Na pior, para o e-mail de uma pessoa real que nunca pediu nada — e que, ao receber, marca como spam. Algumas reclamações assim já bastam para os provedores começarem a desconfiar do remetente.

O que eu fiz

Primeiro, tirei os três da lista, sem mandar nada para eles. Depois, fechei a porta: liguei uma armadilha invisível no formulário (um campo escondido que humanos não veem e robôs preenchem) e uma verificação que impede envios automáticos sem carregar a página. E, mais importante, confirmei que a confirmação por e-mail estava funcionando — porque ela é a última barreira. Um robô até consegue preencher um formulário, mas não clica no link de confirmação que chega na caixa de outra pessoa.

Se você tem um formulário público e não tem confirmação dupla, vale olhar a sua lista hoje. Nomes sem sentido e endereços estranhos são o primeiro sinal.