Escrevi 14 assuntos de e-mail antes de acertar um

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A edição estava pronta há dois dias. O texto, revisado. O link, testado. O que travava era uma linha de sete palavras: o assunto. Fui contar no rascunho e eram 14 tentativas. Catorze.

As primeiras eram genéricas demais (“Novidades de setembro”, pelo amor). Depois exagerei para o outro lado, com aquelas promessas que soam a spam (“Você está perdendo dinheiro AGORA”). No meio do caminho tentei ser engraçado e ficou pior ainda.

O que acabou funcionando foi o mais chato de todos: uma frase que dizia exatamente o que tinha dentro do e-mail. “3 ajustes que reduziram o custo por lead em 40%”. Abertura de 47% na lista, quase o dobro da média.

O padrão que eu vi olhando para os 14

Os assuntos ruins tentavam gerar curiosidade sem dar nada em troca. Os bons entregavam a promessa já no assunto — número, resultado, contexto — e o e-mail só cumpria. Curiosidade funciona uma vez; clareza funciona toda semana.

Outra coisa: tamanho. No celular, o Gmail corta o assunto em mais ou menos 40 caracteres. Tudo o que vem depois disso é invisível para a maioria. Então a parte importante precisa vir primeiro. “40% menos custo por lead: os 3 ajustes” é melhor do que “Os 3 ajustes que fiz e que reduziram o custo por lead em 40%”, embora seja a mesma frase.

Hoje eu escrevo o assunto antes do texto. Se não consigo resumir a edição em uma linha honesta, é sinal de que a edição está tentando falar de coisa demais.