Não use o Gmail para mandar newsletter (aprendi do jeito difícil)

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Parece a coisa mais natural do mundo. Você tem uma conta do Gmail, tem uma lista de contatos, é só colocar todo mundo em cópia oculta e mandar. Eu fiz isso uma vez, anos atrás, para uns 80 contatos. Deu ruim de três jeitos diferentes.

Primeiro, o Gmail limitou a conta no mesmo dia — ele entende envio em massa como abuso, e está certo. Segundo, metade das pessoas recebeu na aba de promoções ou no spam, porque um e-mail com 80 destinatários ocultos é exatamente a cara de um golpe. Terceiro, e o pior: não existia link de descadastro. Quem não queria mais receber simplesmente marcou como spam, e isso vai manchando a reputação do remetente sem você nem saber.

O que uma ferramenta de e-mail faz que o Gmail não faz

Ela envia por um domínio autenticado (SPF, DKIM, DMARC — as três siglas que dizem ao Gmail “esse remetente é quem diz ser”). Ela coloca o link de descadastro em todo e-mail e processa o clique sozinha. Ela recebe de volta os avisos de e-mail inválido e para de mandar para aquele endereço. E ela mede: quem abriu, quem clicou, quem sumiu.

Nada disso é luxo. É o mínimo para não ser tratado como spam pelos provedores.

Esta newsletter, por exemplo, sai de um domínio próprio, com confirmação dupla na entrada (você só entra na lista depois de clicar no e-mail de confirmação) e com o descadastro em um clique no rodapé. Não porque eu seja organizado — é porque da outra vez eu aprendi na marra.

Se você ainda manda pelo Gmail: para. Uma ferramenta gratuita de envio resolve em uma tarde, e a sua reputação como remetente agradece.